Paraíba

Por unanimidade, vereadora Raíssa Lacerda tem pedido de liberdade negado pelo TRE-PB

PARAIBA.COM.BR

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) negou, nessa segunda-feira (23), o pedido de liberdade da vereadora e candidata à reeleição Raíssa Lacerda (PSB). A parlamentar da Câmara Municipal de João Pessoa (CMPJ), foi presa na última quinta-feira (19), durante a Operação Território Livre, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga o aliciamento violento de eleitores por uma organização criminosa atuante na Capital.

Os advogados de Raíssa Lacerda alegaram que os argumentos utilizados para manter a prisão da parlamentar eram genéricos e que não havia demonstração de atos ilegais por parte da vereadora. No pedido do habeas corpus os defensores explicaram que a vereadora tem uma saúde ‘frágil’ e que ela é cuidadora de um irmão dependente químico.

Os magistrados seguiram a decisão do relator e por unanimidade manteve a prisão da vereadora.

Investigação

Na última terça-feira (10), a Polícia Federal deflagrou a primeira parte da Operação Território Livre, com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão, objetivando combater os crimes de aliciamento violento de eleitores e organização criminosa atuante no bairro São José, no município de João Pessoa, capital da Paraíba.

As investigações dão conta de que através de controle de território, os investigados estariam exercendo influência no pleito eleitoral, praticando as condutas de constituição de organização criminosa, uso de violência para coagir o voto e outros que restarem comprovados.

Nas diligências hoje realizadas foram apreendidos, o montante de 35 mil reais em dinheiro, vários documentos com dados pessoais de diversas pessoas, que não eram residentes no local da busca, além de contracheques de funcionários da prefeitura e aparelhos celulares, provas que podem indicar materialidade e autoria e reforçar os elementos já colhidos durante a investigação policial, objetivando a responsabilização dos envolvidos pelos crimes eleitorais praticados.

Na última quinta-feira (19), a Polícia Federal deflagrou a segunda parte da Operação Território Livre II. Na ocasião a vereadora Raissa Lacerda, candidata a reeleição,  foi presa durante a ação policial. De acordo com as autoridades, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventivas e sete de busca e apreensão, no bairro Alto do Mateus e em São José, incluindo uma Organizações não Governamentais (ONG).

Câmara Municipal de João Pessoa (Foto: Divulgação)
(Foto: TV Arapuan/Sistema Arapuan de Comunicação)

O que diz a vereadora?

Em nota enviada pela assessoria, a vereadora Raíssa Lacerda disse estar com o espírito desarmado próprio dos inocentes.

Raíssa ressaltou que está no quarto mandato e não existe nada que venha a desabonar sua honra e caráter. “Repilo, com toda veemência, e afirmo se tratar de uma mentira cavilosa”, disse em um trecho da nota.

Confira a nota, na íntegra:

O que diz a CMJP?

A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) divulgou uma nota em que explicava que a “Procuradoria-Geral vem acompanhando de perto os desdobramentos da Operação Território Livre, da Polícia Federal”, e que “a Casa do Povo, composta por representantes legítimos da população”. Confira a nota completa abaixo.

“A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) informa que a sua Procuradoria-Geral vem acompanhando de perto os desdobramentos da Operação Território Livre, da Polícia Federal. Informa ainda que a Casa do Povo, composta por representantes legítimos da população, confia no trabalho da Justiça e no devido processo legal.

Por fim, ressalta que a Casa de Napoleão Laureano e seus representantes defendem de forma intransigente o direito constitucional de ir e vir das pessoas e vão acompanhar de perto o desenrolar das investigações”.

Câmara Municipal de João Pessoa (Foto: Divulgação)

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